segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CET começa a multar motorista que desrespeitar os pedestres no centro de São Paulo

Em SP, três são atropelados no 1º dia de fiscalização


Em São Paulo

Três pedestres foram atropelados na manhã de hoje, na capital paulista, no primeiro dia de intensificação da fiscalização da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contra motoristas que desrespeitam pedestres. Dois deles foram por ônibus e o terceiro causado por uma motocicleta.

Um pedestre ficou gravemente ferido ao ser atingido por um ônibus, por volta das 8 horas, na faixa exclusiva de ônibus, na Rua Professor Vicente Rao, junto à Avenida Santo Amaro, sentido marginal, em Campo Belo, na zona sul de São Paulo. A vítima foi socorrida por uma equipe do helicóptero da Polícia Militar (PM), e levada para o Hospital das Clínicas.

Segundo o Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom), uma moto atropelou um pedestre na Rua Barão de Tatuí, em Santa Cecília, região central da cidade. Ele foi levado para o Pronto-Socorro Barra Funda. Outra vítima foi atropelada por um ônibus, na Avenida Rangel Pestana, no Brás, e foi encaminhada ao Hospital Vergueiro.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/08/08/em-sp-tres-sao-atropelados-no-1-dia-de-fiscalizacao.jhtm

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Rio 2016 Strategic Pillars

Rio 2016 Olympic and Paralympic Games

quarta-feira, 13 de julho de 2011

TIM se compromete a oferecer banda larga a R$ 35 para mil cidades, até 2012


Reprodução
Banda larga móvel
Como parte do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), a TIM assinou um acordo de parceria com a Telebrás, nesta quarta-feira (13/7), no qual se comprometeu a oferecer banda larga móvel, via modem, a R$ 35 reais – para planos de 1 Mbps – para mil cidades brasileiras, até 2012.

De acordo com as regras estabelecidas pelo PNBL, a operadora precisará oferecer conexão à internet com velocidade de 1 Mbps nominal e deverá garantir um mínimo de 20% dessa velocidade, de acordo com análise do Inmetro para medir a qualidade de acesso à banda larga.

Também na mesma ocasião, a Telebrás firmou um acordo com a Eletronorte, que deverá oferecer banda larga popular aos estados do Maranhão, Pará, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Acre.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, destacou que hoje a região Norte vive um apagão em termos de acesso à internet. Como exemplo, ele citou que moradores do Amapá chegam a pagar R$ 220 ao mês por serviços que oferecem 128 Kbps de velocidade.

Ainda como parte do plano de popularização da banda larga no País, o ministro divulgou que pretende reduzir os impostos que incidem sobre equipamentos usados nas redes. O objetivo é reduzir o PIS e o Cofins para esses itens, além de utilizar o PPB (Processo Produtivo Básico) para produtos fabricados no Brasil.

*Com informações do Ministério das Comunicações

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Até a Copa do Mundo de 2014, todos os municípios brasileiros terão acesso a internet de alta velocidade




Até a Copa do Mundo de 2014, todos os municípios brasileiros terão acesso a internet de alta velocidade. A promessa faz parte do Plano Nacional de Banda Larga, fechado nesta quinta-feira entre o governo federal e as concessionárias de telefonia fixa Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC.

A exigência é que as empresas ofereçam um plano de R$ 35 com a internet em velocidade de 1 mbps (megabit por segundo), que deve começar a ser disponibilizada em até 90 dias. Não há, porém, nenhuma garantia de que essa velocidade será a entregue nos domicílios dos consumidores.

Atualmente, as empresas vendem uma velocidade máxima e se comprometem a entregar 10% desse total. A presidente Dilma Rousseff queria um compromisso de que a internet no âmbito do plano teria pelo menos 70% da velocidade contratada.

Como esse era um dos pontos mais polêmicos na negociação com as empresas, o governo decidiu deixar a batata quente na mão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Convocado anteontem ao Palácio do Planalto, o presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, se comprometeu a votar dois regulamentos sobre a qualidade da internet até o fim de outubro.

"Tem uma determinação da presidente de que tem que haver um padrão mínimo de qualidade", afirmou o ministro Paulo Bernardo (Comunicações).

Bernardo ressaltou que, apesar de R$ 35 ainda ser um valor alto - no início das negociações, o governo falava em R$ 15 - é a metade do que é cobrado em média hoje no país.

"Nós achamos que isso vai ser muito atraente. [Para quem não puder pagar] o governo terá política para universalizar o acesso", completou.

As exigências foram feitas para essas empresas porque elas detêm uma concessão, ou seja, o direito de explorar um serviço público. Por isso, outras companhias, como as operadoras celulares, não terão que seguir as mesmas regras.

ELETROBRAS

A ideia é que em áreas de difícil acesso as concessionárias utilizem os cabos de energia elétrica da Eletrobras para chegar ao consumidor.

Segundo Bernardo, a empresa de energia poderá se associar à Telebrás e formar uma nova empresa para vender o uso dos cabos elétricos para as empresas de telefonia.

"A Eletrobras prefere ser sócia do que apenas ceder as fibras para as empresas", afirma.

Nas cidades em que as concessionárias não conseguirem chegar com seus cabos, a decisão foi que elas utilizem a internet móvel para oferecer o serviço. Para o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, essa é a única forma de manter o negócio, já que em algumas cidades é muito caro levar o cabeamento.

"É muito difícil viabilizar por rede fixa um serviço a R$ 35", afirmou.



Fonte:

http://emsergipe.globo.com/noticias/visualizar/165269/brasil/Tecnologia

terça-feira, 21 de junho de 2011

O ensino Digital funciona - Revista Época.


Estava lendo a Revista Época dessa semana, e achei muito legal a matéria sobre as mídias digitais na educação.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI242285-15228,00-A+LICAO+DIGITAL.html


Segue abaixo a matéria do site e o link:


Do computador à lousa digital, pesquisas inéditas mostram quando e como a tecnologia realmente funciona na escola

Por Camila Guimarães. Com Letícia Sorg
Patricia Stavis/Época
PLUGADOS
Alunos do 6º ano da Graded School, de São Paulo. Pesquisa em bancos de dados e vídeos para aprender sobre fotossíntese

Poucos segundos depois de bater o sinal que anunciava o início da aula de ciências, os alunos do 6º ano começaram a entrar na classe da professora Leika Procopiak, cada um carregando seu próprio laptop, trazido de casa. Ao se acomodar nas mesas, nenhum deles tirou da mochila um caderno ou um livro. Abriram seus computadores, conectaram-se à internet (sem fio e de alta velocidade) e estavam prontos para aprender a lição do dia: fotossíntese. “Cada dupla decide quais das atividades fará hoje”, disse ela, no início da aula.

Sem usar a lousa e movimentando-se pela sala, Leika passou os 80 minutos seguintes orientando pesquisas em bancos internacionais de dados on-line sobre fontes de energia. Ajudou a fazer simulações gráficas de como variações da luz e da temperatura podem afetar o resultado da fotossíntese. Corrigiu exercícios propostos a partir de vídeos a que os alunos assistiram em sites especializados na web. Depois, cada dupla de alunos produziu um relatório, compartilhado com os colegas e com a professora pelo serviço de arquivos on-line Google Docs. O sinal marcando o fim da aula bateu e nenhum caderno saíra das mochilas.

Essa aula aconteceu na Graded School, uma das melhores escolas de São Paulo. É o tipo de atividade com que sonham pais deslumbrados com a parafernália tecnológica que atualmente é alardeada por colégios particulares. Escolas que muitas vezes cobram mensalidades mais altas por isso. Há mais de 25 anos tenta-se comprovar a eficácia do uso da tecnologia no ensino. Mas depois de tanto tempo, e de tanto marketing, ainda resta a pergunta: usar tecnologia para ensinar faz os alunos aprender mais?

A resposta é sim. Dois estudos inéditos demonstram como a tecnologia ajudou a melhorar as notas de alunos da rede pública. A Fundação Carlos Chagas (FCC) acaba de concluir uma avaliação dos alunos de todas as escolas públicas do município de José de Freitas, no interior do Piauí, que desde o início de 2009 estudam com o apoio de lousas interativas, laptops individuais e softwares educativos. De acordo com o estudo, esses alunos melhoraram sua média de matemática em 8,3 pontos, enquanto os que não usaram a tecnologia avançaram apenas 0,2 ponto. O segundo estudo, da Unesco, braço das Nações Unidas para a educação, avaliou o desempenho de alunos de escolas públicas de Hortolândia, em São Paulo, que usaram salas de aula com lousa digital e um computador por aluno. O avanço foi de duas a sete vezes em relação aos colegas em salas de aula comuns.

[download]

O sucesso, porém, depende de como a tecnologia é usada. Não adianta trocar o caderno por notebook ou tablet sem ter estratégias e conteúdo para usá-los. Isso ficou claro em alguns fracassos no uso dos computadores. O Banco Mundial divulgou, no fim do ano passado, a avaliação de um programa do governo colombiano que distribuiu máquinas para 2 milhões de alunos. O impacto nas notas de espanhol e matemática foi próximo de zero. Em alguns casos, as notas até pioram depois da chegada dos aparelhos. Em 2007, uma pesquisa do Ministério da Educação do Brasil mostrou que alunos que estudaram, por três anos, em escolas com computador estavam pelo menos seis meses atrasados no aprendizado em relação aos outros. Em ambos os casos, os pesquisadores se limitaram a contar se havia computador na escola. Não avaliaram se as máquinas eram usadas para dar algum conteúdo, além dos cursos de processadores de texto e planilhas.

É por isso que, nos países mais adiantados na implantação de tecnologia, a discussão hoje é como usar a tecnologia da melhor forma. Nos países ricos, a questão do acesso às máquinas foi superada. Cerca de 97% da rede pública americana tem um computador por aluno. Na Alemanha, mais de 30 mil escolas estão equipadas desde 2001. Mas, depois de tanto tempo usando computador na sala de aula, as estatísticas de aprendizado nacionais não melhoraram significativamente. A pergunta é como usar a tecnologia de um jeito diferente. A Inglaterra criou um departamento só para pesquisar e avaliar o uso inovador da tecnologia em sala de aula. Na Coreia do Sul, o governo percebeu que, sem um conteúdo curricular fortemente relacionado à tecnologia, ela teria pouco efeito. Começou a produzir novos materiais didáticos para os computadores. “Ainda tendemos a conceber o papel da tecnologia como algo a que basta o aluno ter acesso que as coisas vão melhorar”, afirma o americano Mark Weston, estrategista educacional da fábrica de computadores Dell. “Essa era a ideia há 30 anos, mas agora sabemos que também é preciso ter boas práticas de ensino.” (Leia a entrevista com Weston)A seguir, cinco práticas que ajudam a tecnologia a ensinar.


1. Saber para que usar a tecnologia
A tecnologia precisa ser usada com um propósito. A professora Leika, da Graded School, planejou a aula descrita no começo desta reportagem porque queria que os alunos aprendessem na prática a teoria que ela tinha ensinado, do jeito tradicional, na aula anterior. “Planejei em casa e pesquisei as melhores fontes para que isso acontecesse”, diz. Na sala de aula, quem domina a estratégia é o professor, mas também é decisão da escola, ou até de uma rede inteira, como usar determinada tecnologia.

Em segundo lugar, o conteúdo tecnológico deve ser complementar ao transmitido da forma tradicional. “Não adianta dar para o aluno ler no computador o mesmo texto que ele leria no livro didático ou na apostila. Isso não o fará aprender mais ou melhor”, afirma Marcos Telles, diretor da Dynamic Lab, uma empresa de tecnologia de educação.

Essa integração entre a tecnologia e o conteúdo das aulas é o maior desafio das escolas. As escolas municipais de Matinhos, no Paraná, tinham uma demanda específica: melhorar as notas de português e matemática de todos os 3 mil alunos da rede, com equidade. Foram atrás de um software educacional feito sob medida para isso. No computador, o aluno faz atividades interativas e evolui para as mais difíceis, de acordo com seu ritmo de aprendizado. “Alunos aprendem de jeitos diferentes e, no ensino tradicional, os que estão para trás acabam fadados ao fracasso por não receber acompanhamento adequado”, afirma Betina von Staa, pesquisadora da Positivo Informática, que faz os softwares educativos. Marcos Vinicyus de Oliveira, de 7 anos, poderia ter sido um deles. Em 2010, estava no 2º ano e ainda não conseguia ler nem cumprir tarefas mais simples, como copiar a lição da lousa. “Agora consigo juntar as letras no computador”, diz. Marcos aprendeu a ler e a escrever depois de começar a usar o programa.


Patricia Stavis/Época
PROJETO
Alunos do 6º ano do COC Vila Yara, em Osasco, numa aula de robótica. Eles aprendem habilidades como trabalhar em grupo e dividir tarefas

2. Transformar o jeito de dar aula
Para usar qualquer tecnologia, da câmera digital ao computador, é preciso abandonar a geografia tradicional da sala de aula, aquela que coloca o professor na frente do quadro e os alunos enfileirados anotando tudo. Uma das tecnologias mais antigas em prática nas escolas brasileiras e que dá certo é a robótica. Ela reforça a ideia de ensinar de forma diferente: são aulas em que os alunos, sempre em grupo, precisam executar um projeto: programar e montar um robô. “Aprendi a trabalhar em equipe e a prestar atenção em pequenos detalhes”, diz César Henrique Braga. Ele acabara de terminar seu primeiro robô, um jipe lunar, com outros três colegas do 6º ano do colégio COC Vila Yara, em Osasco, São Paulo. “O aluno precisa aprender a usar o conhecimento para criar”, diz Paulo Blikstein, professor da Escola de Educação da Universidade Stanford.

Blikstein ensina professores da rede pública dos Estados Unidos a ensinar em ambientes com tecnologia. Para ele, a vocação da tecnologia é ajudar no ensino por projetos. Essa estratégia parte dos conteúdos do currículo tradicional, como escrita e matemática, para desafiar os alunos a executar tarefas criativas, como fazer um filme. E essas habilidades dificilmente são ensinadas nas aulas tradicionais.


3. Mudar a relação entre professor e aluno
Segundo Blikstein, um dos maiores desafios na hora de usar tecnologia é mudar a prática e a mentalidade dos professores. Isso aconteceu no início do projeto em Hortolândia, estudado pela Unesco. Ele foi elaborado e executado por especialistas em educação da fabricante de computadores Dell e da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. O objetivo era melhorar o aprendizado de português e matemática de 5.500 alunos do 6º e 7º ano do ensino fundamental e 1º e 2º ano do ensino médio, de 23 escolas estaduais. As salas de aula ganharam um computador por aluno e lousa digital, com material didático digital desenvolvido por educadores da Universidade de São Paulo (USP).

Foi preciso um ajuste de cara. As aulas não estavam durando o tempo planejado. O material fora criado para aulas de 50 minutos. Mas elas acabavam em apenas 20. Isso porque os professores usavam a lousa digital como se fosse um quadro-negro tradicional. “Eles não davam espaço para os alunos interagirem com a lousa”, diz Ricardo Menezes, diretor da área de educação da Dell para o Brasil.

A prática do professor também está ligada a sua relação com o aluno e a seu domínio sobre a classe. A concentração dos alunos na aula é um dos fatores mais determinantes para que eles de fato aprendam. Várias pesquisas e estudos já foram feitos sobre isso, mas não existe uma fórmula mágica que garanta que garotos se interessem mais por cálculos de raiz quadrada do que por bater papo com um colega. Mas alguns especialistas dizem e pesquisas demonstram que, usada da maneira correta, a tecnologia pode sim ajudar a prender a atenção. “Como é uma linguagem que o aluno conhece, o professor se aproxima com mais facilidade”, diz Maria Elizabeth Almeida, professora do programa de pós-graduação em educação curricular da PUC de São Paulo.


4. Formar e treinar os professores
No Brasil e no mundo, a maioria dos professores ainda não consegue justificar o uso da tecnologia na classe. “Eles não têm a formação adequada para isso”, diz Weston, da Dell. Não por acaso, o projeto de Hortolândia foi executado pela Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo. “Não adianta colocar tecnologia na escola sem dar a formação adequada aos professores”, diz Vera Cabral, diretora da escola. O próximo passo é levar o projeto para toda a rede e treinar professores em grande escala.

Há duas maneiras de fazer a formação dos professores. A primeira é colocar os formadores, monitores especializados na tecnologia e no conteúdo, dentro das salas de aula, como fez um projeto conjunto do Estado do Piauí, do município de José de Freitas, e da Positivo. Francisca das Chagas Lopes da Silva dá aula no 4º ano de uma escola estadual da cidade. Formada em pedagogia, ela não sabia como fazer o planejamento diário de suas aulas, nem aprendeu na faculdade a avaliar seus alunos de outra forma a não ser as tradicionais provas bimestrais. Ao participar do projeto, Francisca passou a dar aulas acompanhada por monitores. O planejamento das atividades fazia parte do treinamento, assim como fazer o registro de tudo o que acontecia em classe para avaliar melhor o desenvolvimento dos alunos. “Aprendi a ensinar usando a tecnologia, mas também aprendi a planejar. Se eu for planejar uma aula qualquer, do jeito tradicional, farei isso melhor do que antes”, diz.

A segunda estratégia para formar os professores é mais comum nas escolas particulares. Ali, a formação acontece mais por iniciativa de cada professor do que em cursos oferecidos pelos gestores. No Beit Yaacov, colégio particular de São Paulo, a estratégia adotada foi deixar a cargo dos professores quando e qual tecnologia usar. Os profissionais são estimulados a pesquisar por conta própria novas tecnologias e as maneiras de usá-las, inclusive no ensino infantil. A partir da experiência de cada um, o que dá certo é adotado pelo resto da escola e o que deu errado é aperfeiçoado. “Sem o envolvimento de todos os professores, não há como criar e fortalecer uma cultura digital dentro da escola”, afirma Silvana Del Vecchio, coordenadora de tecnologia do colégio.

   Reprodução

5. Reformar a cultura da escola

   Divulgação
CULTURA
Alunos da escola pública americana Quest to Learn durante uma aula. Eles aprendem programando games

Nem a tecnologia mais avançada conseguiu ainda o feito de mudar a cultura escolar. Mas uma escola pública de Nova York resolveu tentar. A Quest to Learn foi criada pela designer de games Katie Salen, que escreveu vários livros sobre o uso de jogos na educação. Os alunos aprendem o conteúdo curricular criando e jogando videogames. Em funcionamento há um ano e meio, a escola foi moldada sob conceitos muito diferentes: os alunos não passam de ano, mas de fase – como nos jogos –, e não ganham notas, mas classificações de acordo com sua habilidade. “Acreditamos que aprender a programar e a lidar com mídias serão habilidades centrais para que os jovens se expressem e sejam competitivos ao entrar na universidade e no mercado de trabalho”, diz Katie.

A cultura do ensino pela tecnologia está na prática diária dos professores da Quest to Learn. “Eles são treinados para criar experiências nas quais os alunos possam aprender fazendo, tentar soluções e dividir o conhecimento”, diz Katie. Até agora, os alunos da escola não mostraram notas melhores nos testes tradicionais, que não medem as tais “habilidades do futuro”. Se derem certo, porém, experiências como essa podem e devem ser usadas como alternativas para melhorar o ensino para todos.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI242285-15228,00-A+LICAO+DIGITAL.html

terça-feira, 14 de junho de 2011

Governo de Sergipe queimado em Praça pública!

FONTE: http://www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=114454&titulo=educacao

Professores "queimam" deputados na porta da Assembleia Legislativa

Na tarde desta terça, os professores ainda participam de uma assembleia, às 14 horas, no Instituto Histórico de Sergipe, onde discutem os rumos do movimento

(Fotos: Daniel Nascimento/Portal Infonet)

Mesmo após a decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe, por meio de liminar julgada pelo desembargador Cezário Siqueira Neto, reconhecendo a ilegalidade da greve dos professores da rede pública estadual, a categoria saiu às ruas e mostrou sua força na manhã desta terça-feira, 14. Durante a tarde, após uma assembleia, a categoria decidiu manter a greve inciada há 23 dias, pois o Sindicato dos Trabalhadores em Ensino do Estado de Sergipe (Sintese) ainda não foi notificado oficialmente da decisão judicial.

Na Praça Fausto Cardoso, em frente à Assembleia Legislativa, milhares de servidores da educação se juntaram, cantaram, protestaram e por fim queimaram os bonecos que representam o governador do Estado e os deputados estaduais, que de acordo com os professores votaram contra a categoria. Já por volta das 11h os professores fizeram uma passeata pelas ruas do Centro de Aracaju.

Além do governador Marcelo Déda, os deputados 'queimados' são Francisco Gualberto, Conceição Vieira, Angélica Guimarães, Gustinho Ribeiro, Maria Mendonça, Zezinho Guimarães, João Daniel, Suzana Azevedo, Paulinho das Varzinhas, Zé Franco, Jéferson Andrade, Gilson Andrade, Luís Mitidieri, Raimundo Vieira, Gilmar Carvalho, Pastor Antônio dos Santos e Adelson Barreto.

Em um discurso forte a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, falou sobre a queima dos bonecos.

“Os professores também trabalham com simbologias e nós estamos aqui na praça para mostrar à sociedade quais foram os deputados que votaram contra a categoria. Nesse período junino, sabemos que a fogueira serve para assar o milho, para assar carnes, para brincar de comadre e compadre, mas também para queimar votos”, destaca.

Sobre a promessa do secretário de cortar o ponto dos professores, Ângela disse que a Secretaria de Educação emitiu um comunicado no final da semana passada exigindo que os diretores de escola convocassem os professores para que eles retornassem imediatamente às salas de aula na última segunda-feira, 13.

“Sobre pressão a gente não volta, o comunicado diz que o professor que não voltasse às aulas iria ter o nome com o CPF encaminhado para serem tomadas as medidas legais cabíveis”, revela a presidente do Sintese, falando ainda que apenas ilegalidade da greve na justiça pode fazer os professores voltarem às salas.

“Sabemos que a ilegalidade foi votada ontem porque o professor historicamente não paga para a justiça, não paga para o governo, ele paga para a luta. Eu não sei o que vai acontecer na assembleia desta tarde, por enquanto a nossa greve é legal e somente nesta assembleia vamos saber o que vai ser feito ou não“, afirma.

Indignada, a professora há mais de 15 anos Selda Viana Menezes diz que o reajuste faz muita diferença para sua renda familiar. “Para mim esse reajuste faz muita diferença sim. Tenho duas filhas e faz muita diferença. Eu estou indignada, eu não esperava um governo fazer o que está fazendo pela educação”, fala.

Por Bruno Antunes

*Matéria atualizada às 16h51 para acréscimo de informações

FONTE: http://www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=114454&titulo=educacao

domingo, 12 de junho de 2011

Professores Estaduais em Greve: ato público na Praça Fausto Cardoso a partir das 9h, na próxima terça-feira, 14.

Fogueirão do parcelamento

Os professores da rede estadual farão o “fogueirão do parcelamento” a partir das 8h na Praça Fausto Cardoso. A categoria vai queimar todos aqueles que trabalham contra os professores e a educação pública de Sergipe.

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, 10, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) convocou os professores a retornarem as atividades. A categoria permanece em greve há 19 dias e segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) não existe definição quanto ao retorno. Durante assembléia realizada na última quinta-feira, 9, os professores decidiram continuar a greve.

O Sintese agendou para a próxima terça-feira, 14, um ato público na Praça Fausto Cardoso a partir das 9h. O diretor de Base do Sintese, Roberto Silva, disse que não é novidade a postura do governo, pois em anos anteriores, quando houve outras greves, já cortaram o ponto dos professores. Ele salientou que a greve continua.

“Qualquer decisão de retorno as aulas acontecerá em assembleia e não adianta o governo do Estado vir com ameaças, porque já convivemos com elas em governos anteriores. O governo atropelou os professores e aprovou um plano de carreira sem saber se o projeto é legal, ou seja, estamos com um plano de carreira destruído e os professores não abrem mão. Por isso, vamos discutir em assembléia na próxima terça-feira [14] a tarde”, explica.


Por Kátia Susanna


Fonte: http://www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=114300&titulo=educacao

 
Design by Cleilton Silva | Bloggerized by Cleilton Silva - |